Os números da Aids não têm recuado em Joinville. A cada semana são registrados, em média, quatro novos casos de pessoas infectadas com o vírus HIV na cidade. Os primeiros registros são de 1986, mas 20% deles ocorreram nos últimos três anos.
Ano passado também foi o período em que a Aids mais matou em Joinville. Foram 62 mortos. Desde o começo da década, o HIV já tirou a vida de mais de 550 moradores, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde.
A incidência da doença na cidade, assim como nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, está um pouco acima da média nacional. Mas a taxa de mortalidade está na mesma realidade do resto do País, em função dos avanços no tratamento —, explica Cristina Kortmann, coodernadora da Unidade Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde.
Há projetos para frear o avanço do vírus HIV em Joinville. A aposta mais recente é a instalação de dispensadores de preservativos em vários cantos da cidade. São máquinas com estoque de camisinhas que podem ser retiradas sem nenhum custo.
Nosso plano é distribuir 50 dessas máquinas por toda a cidade. Mas isso será gradativo. Por enquanto, nenhum colégio de ensino médio poderá recebê-las —, garante Cristina.
Como nesta quarta é o Dia Mundial do Combate à Aids, a Secretaria Municipal de Saúde pretende intensificar os trabalhos de prevenção à doença durante a semana. Na terça, o laço vermelho, símbolo mundial da luta de combate a Aids, foi colocado no pórtico de entrada de Joinville pela Secretaria Municipal de Saúde.
A principal meta da campanha é fazer com que os profissionais de saúde estimulem o teste anti-HIV para antecipar possíveis diagnósticos positivos.
Wendrey Neves.

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